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fórum ecuménico jovem

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“Quem é o meu próximo? (Lc 10,25)” foi o tema que, no passado dia 6 de Novembro, desafiou três centenas de jovens a participar no XII Fórum Ecuménico Jovem (FEJ), em Viseu, organizado pelas Igrejas Católica Romana, Lusitana, Metodista e Presbiteriana.
Após as palavras de boas-vindas pelo bispo Sifredo e por D. Ilídio, foi tempo de iniciar os trabalhos, com o Dr. Custódio Matos Costa (do Secretariado Diocesano da Pastoral Social de Viseu) a centrar a temática do ser próximo na compaixão, na abertura do coração: em Ano Europeu de Luta contra a Pobreza e a Exclusão Social, os participantes consciencializaram-se da situação da população portuguesa que vive abaixo do limiar da pobreza, e da grave crise de valores que afecta a sociedade actual. ‘A arma contra a pobreza é o Amor’ foi o mote para convidar os presentes a atitudes de caridade cristã, no sentido de ajudar o outro a descobrir a sua riqueza e dignidade.
O lançamento do II CD Ecuménico “Alegres na Esperança” animou o auditório do centro sócio pastoral viseense, e preparou os ânimos para o almoço partilhado no Seminário, e alegres momentos sob o sol outonal que se fez sentir todo o dia.
A tarde começou com uma criativa apresentação do tema do FEJ, numa encenação da Igreja Presbiteriana. Os melhores “presentes” (responsabilidade, caridade, fidelidade, paz,…) foram oferecidos de mão em mão, antes dos jovens serem desafiados ao “encontro da diferença”, que consistiu em cada um conversar durante 5 minutos com alguém que não conhecesse… tempo de timidez para alguns, mas de interessante descoberta do “próximo” à sua frente.
Os participantes formaram então grupos de diálogo, em torno da “Carta Ecuménica para a Europa”, um documento assinado pelo Conselho das Conferências Episcopais da Europa e Conferência das Igrejas Europeias, com os fundamentais deveres ecuménicos e compromissos de diálogo e colaboração.
O dia terminou com uma celebração de envio, espaço de testemunho e partilha dos compromissos de cada grupo: gestos concretos de “fazer-se próximo”, que responsabilizam as diferentes Igrejas a um amor activo, já que “é preciso amar não de um modo abstracto e futuro, mas de modo concreto e presente. Agora.”
Viseu acolheu o XII Fórum Ecuménico Jovem a 6 de Novembro. Esta experiência ecuménica junta jovens cristãos de Portugal que querem conhecer-se melhor, aprofundar temas de actualidade, rezar e cantar juntos e fazer caminhada ecuménica.
Reflectir sobre «Quem é o meu próximo?» (Lc. 10, 29) e apresentaram o II CD Ecuménico Jovem.
Diz quem foi que, o dia não podia ter sido melhor.
Muita animação, confraternização e muito AMOR ao CRISTO que nos une.
XII FEJ - 6 de Novembro de 2010 - VISEU
Pobreza e exclusão social foram assuntos que dominaram o XII Fórum Ecuménico Jovem (FEJ), realizado este Sábado, dia 6 de Novembro, em Viseu.
Numa iniciativa subordinada ao tema “Quem é o meu próximo”, cerca de 250 jovens, de diversas religiões e proveniências, mostraram-se sensíveis e disponíveis para desbravarem novos caminhos, na procura de soluções eficazes para aqueles problemas. Para o padre António Almeida, director do Secretariado Diocesano da Pastoral das Vocações, Juventude e Ensino Superior de Viseu, “a forma como nos relacionamos com os mais desfavorecidos, por vezes, não é a melhor, e ajudar um pobre não é só dar esmola”. Por outro lado, “importa apoiar aquela que é a verdadeira pobreza”, sustenta ainda, aludindo ao facto de, por vezes, “há muitas pessoas a viver à custa de subsídios, que não querem trabalhar”. Num ano de 2010 dedicado à esta matéria, e quando decorrem iniciativas como os Objectivos de Desenvolvimento para o Milénio, o sacerdote considera que os jovens, “garantia de esperança na sociedade de hoje”, podem dar um contributo fundamental, na procura dos “verdadeiros instrumentos de relação com a pobreza”. Pelo menos, “saem daqui sensibilizados para isso”, acredita o responsável pela pastoral juvenil viseense. Fundamentalmente, por serem jovens de fé, independentemente da religião que professam, têm o dever de “ser luz onde quer que estejam, convivendo e integrando o seu próximo”, conclui.
Custódio Matos Costa, orador convidado, disse que “ser próximo de alguém é uma atitude dinâmica e não estática” que deve partir de cada um. Para este membro da Pastoral Social da Diocese anfitriã, o cristão deve ser o primeiro a estar de olhos abertos para identificar “os caídos à beira da estrada”. Na sua exposição enumerou como exemplo os idosos abandonados pelas famílias, as mulheres grávidas a quem é recusado trabalho, os deficientes ou os iletrados que não encontram trabalho para as suas capacidades, os doentes de SIDA, os toxicodependentes, os sem-abrigo, os reclusos e ex-reclusos, entre outros, numa critica forte à crise de valores que considera existir na sociedade actual. O juiz desembargador jubilado lembrou ainda que a verdadeira pobreza tem a sua génese no coração do Homem através da indiferença, do egoísmo. “Por isso a erradicação dessa pobreza passa por chegar aos corações de pedra”, acrescentou.
Jesus, o elemento comum
Para os líderes das quatro igrejas representadas no grupo ecuménico jovem, organizador do FEJ, o papel dos cristãos é fundamental para testemunhar o caminho para o próximo. O Bispo da Igreja Metodista, e presidente do Conselho Português de Igrejas Cristãs, afirmou que é fundamental começarmos a cuidar uns dos outros, em coisas simples como, por exemplo, lembrar a quem está ao nosso lado que não tem de ser escravo do trabalho. Para José Sifredo os jovens são capazes de dar esse passo de forma determinante, principalmente se tiver Cristo nas suas vidas. Também D. Ilídio Leandro, Bispo da Diocese de Viseu, reconheceu nos jovens reunidos em naquela cidade um veículo válido da passagem do testemunho. “Temos um elemento comum que é o voto de Jesus: ‘Todos sejam um’, e o desejo de vivermos e transmitirmos o que nos une”, sublinhou.
O encontrou viu ainda o nascimento do o segundo CD ecuménico “Alegres na Esperança”. Pela música e pelo louvor, espalhado por todo o país, os jovens vêm gritar que “para sermos cristãos, é preciso amar o próximo, agora”, testemunhando a importância de Deus na vida do ser humano.
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